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O que o poeta da favela munido
da Literatura Periférica precisa fazer para desempenhar lindamente o seu papel
enquanto representante do Movimento Hip-Hop?
A caminhadinha é longa e é certo até um ponto que só os fortes
sobrevivem. As ideias incansavelmente minam em minha fronte, afronto-as, está
acontecendo aqui neste exato momento em que estamos trocando informações entre
nós uma Guerra Civil não Declarada contra o negro e mais acentuadamente ao
favelado. Até onde podemos alcançar com nossas escritas? Não se pode acreditar
assim como alguns ocos nisso depositam fidelidade ser fundamental aceitar a
situação imposta. Uma porcentagem vergonhosa do RAP tremulam bandeiras
favoráveis a isso, porém, estamos em Guerra. A palavra mas correta que entra
mais em harmonia com o que almejo, seria a palavra: genocídio. Isto é, para ser
uma guerra de fato ambos os lados precisariam estar de comum acordo e
empenhados nisto. Não é o caso, portanto, genocídio. Palavras de Capitães do
Mato não merecem serem escritas em momento algum. Agravando o quadro descrito,
sobrevivemos em um território colonizado nos moldes atuais isso em outras
palavras é uma nação ocupada. Acredite, quem não se mexe não sente as correntes
que o prendem. Mostro algumas das correntes abstratas que nos subjugam: o
controle da difusão da Cultura nos impingindo guéla a baixo sua ideologia barata
como ciência de valor e suas Artes Escrotas fantasiadas de contemporâneas
distantes das expressões da alma mais próximas de panelas amassadas. Todas as Artes, todas as Ciências, todas as
Expressões do Ser, todas as teorias, são frutos sociais. Por isso, logicamente
são concebidos dentro da perspectiva das classes sociais. Quando será que
teremos um canal de televisão do Axé? Como você está correndo em prol da
Literatura Periférica onde você está? Arte consegue motivar corações?
Pensamentos tornam-se ações?
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