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SOBRE NÓS
SOBRE MACUMBARIAS
SOBRE NOS ORGANIZARMOS
A primeira questão que me vem na
mente quando penso em nos organizar é conseguir um meio de ligação entre nós,
meio este por onde iremos nos comunicar instantaneamente, pensando nisso,
podemos usar as redes sociais. Entretanto, não podemos ser amadores, a ponto de
deixarmos os nossos oponentes saberem o que estamos pensando, em uma Guerra
Ideológica como esta, ideias valem nossa sobrevivência, isto é, com as ideias
decretamos a nossa morte ou a nossa sobrevivência. Sempre olhando para nossa
linha ancestral, considerando, tanto os descendentes nossos que já passaram por
aqui, quanto os descendentes que ainda virão. Para entendermos melhor e um
pouco mais sobre qual a importância de se combater as afrontas a nossa Cultura,
podemos buscar a Ana Luíza Pinheiro Flauzina, em sua obra Um Corpo Negro Caído
No Chão, ela explicita bem essa relevância, além dela, podemos olhar, sobre
tudo, tanto no fragmento 7777, quanto em quando Goffredo Telles Junior explica
no livro Iniciação Na Ciência Do Direito, no capítulo 1. §3. A ordem e a desordem,
mencionando as ideias de Bergson que nos leva a crer que tudo está em ordem. Além
disso, não é por acaso que no seu clássico Arte da Guerra, Sun Tzu dá mais
importância ao Espião do que ao Rei e a Rainha. Se pensarmos com seriedade
sobre isso, veremos que as ideias que o Espião irá fornecer para o todo, como
foi sustentado acima, decretarão a morte ou a vida, em outras palavras, as
ideias dentro de uma Guerra, seja ela qual for, são de extrema importância. Neste
sentido, que o sigilo e a privacidade de nossas ideias estão em primeiro plano
quando pensamos em nos organizar. Até aqui, não há munição para perfurar a
blindagem de que as informações entre as nossas células, ou melhor, entre os
nossos elos, em referência a Ogum usemos sempre o termo corrente, são essas
informações energias vitais para chegarmos até os nossos objetivos, não há como
contestar que as ideias trocadas entre os nossos elos são o nosso asé. Portanto,
isso firmado, podemos prosseguir nesta linha de raciocínio. Esperasse, que você
vá até essas referências citadas e as leia com bastante atenção, desse modo,
não será em vão o tempo empenhado em escrever a presente. Podemos, inspirados
pelas falanges do Astral, nos organizar de sete em sete. Nesta ordem, a
informação irá se manter entre nós e em hipótese alguma deve ser mudada depois
que recebida para garantir a sua fidelidade. Não haverá ruídos em nossa
comunicação. As mensagens serão numeradas. Mensagem 77, mensagem 78... Recebi
uma mensagem, uma informação, uma ideia, vou até os meus sete contatos, e a
envio a eles. Cada um deles, irá até os seus sete contatos, e a enviará somente
a eles, e estes sete contatos que terão cada um deles mais sete contatos, a
mesma coisa e, assim por diante... Nesse caminho, obviamente, iremos encontrar
elos que não tem mais outros sete elos para passar adiante a informação que
recebeu, nestes casos, não há problema. Acreditasse que as coisas acontecem
quando tem de acontecer, não adianta tentarmos forçar uma situação que sempre
será catastrófico. Melhor, não termos os elos para alimentar, do que
descobrirmos que um de nossos elos que há tempos alimentamos, é um Capitão do
Mato em nosso seio. Pode-se ver, neste exemplo, que já complica mais para os
espiões infiltrados em nosso meio, incrustados, influídos, estão me entendendo?
Espero que sim. Acredito que sim. Aliás, ninguém aqui está vacilando no
bagulho. Como podemos conseguir estes sete contatos, é uma das questões
primordiais que todos nós iremos nos debruçar nessa direção em que as ideias
estão tomando. Segundo a vagabundagem, na qual fomos criados, dentro deste
submundo do terceiro mundo, as ideias trocadas não voltam atrás nunca mais,
ainda assim, o valor da pessoa está no valor de suas palavras, se as palavras da
pessoa não valem nada automaticamente a pessoa também assim como as suas
palavras não vale nada. Contudo, o que dá brilho e asé para as palavras é
vivermos o que falamos e evitarmos ao máximo e com todas as nossas forças
falarmos o que não estamos vivendo ou não estamos sentindo. Entendendo que as
palavras têm poder. Confluindo com a Lei da Atração. Seremos mais cedo ou mais
tarde engolidos por uma força maior que nos levará até às nossas raízes, nos
questionando aonde estão as nossas raízes, nos colocando em direção das
Matrizes Africanas. A Ancestralidade é como um Buraco Negro engolindo tudo no
Universo, girando e girando lentamente e sem parar. Nós somos encarnados e
passageiros, porém, nossos textos, nossas pinturas, nossos filmes, nossos
pixos, nossas Artes, deixam a nossa tatuagem na História. Aonde somos
protagonistas de nossa própria história hoje se perguntarão os nossos
descendentes amanhã, enquanto estudam o que de nós chegou até eles. Tudo segue
uma ordem. A Natureza segue ordens, como nossos ancestrais já cultuavam as
forças Dela, nossos descendentes também continuarão cultuando-A, e o meu
querido e incompreendido Paipai Exú, Mensageiro Supremo, sempre será
devidamente louvado e respeitado. Afinal de contas, hoje já é sabido, que os
missionários cristãos se equivocaram assim que encontraram com o seu caralho
duro na encruzilhada e imediatamente já o assimilaram com o Demônio, era o
capeta de pinto duro, excitado, forniqueiro, segundo a ótica deles, mas a ótica
é a deles, e a ótica deles nada tem haver com a nossa ótica, aliás, na ótica
deles nós negros nem alma tínhamos à época, sem contar, que segundo a crença
estúpida de que nós negros descendemos de um dos filhos de Noé, Cam, por conta
disso, somos vistos por alguns imbecis como amaldiçoados. Esta é uma outra
arena, voltaremos nela afrente, mas assimile-o com o que quiser, Exú é Exú.
Laroiê! Essas ideologias que transpassam gerações chegam em resultados letais,
segundo a Marilene Chauí em seu livro “O que é Ideologia?”, fecho com elas
nessas ideias. Essas religiões que estão na mídia em rede nacional devem
cumprir um papel de fortalecer a Diversidade Cultural, pregando o amor. Porém,
o que se vê, é um silêncio assassino. Exterminasse um povo matando a sua
cultura, não somente por isso, a guerra contra as nossas religiões de matrizes
africanas serão por nós diariamente sufocadas, tais manifestações culturais são
culturas nossas que nos identificam e nos representam culturalmente e serão
perpetuamente defendidas por nós em todos os sentidos. Nenhum passo atrás. Seguindo
a ordem natural das coisas, assim como o rio segue a ordem natural de ir em
direção ao mar, desenrolamos as ideias sobre nós e sobre macumbarias, além de
como podemos nos organizar.
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